Mais ações para incentivar indústria náutica em SC, que quadruplicou a arrecadação de impostos
Produção de embarcações
O secretário de Planejamento de Santa Catarina, Filipe Mello, esquadrinha duas ações para incentivar a indústria de embarcações. A primeira é tirar do papel até o final do ano o plano de gerenciamento costeiro, oferecendo segurança jurídica a quem queira empreender nos 561 quilômetros da costa catarinense. A segunda, é concluir até fevereiro, um estudo sobre o impacto econômico que uma eventual equalização de tributos com a indústria naval teria sobre a indústria náutica (de lazer). Hoje, explica Mello, os estados competem entre si para atrair e expandir a indústria náutica, reduzindo alíquotas de ICMS, mas os impostos e contribuições federais que incidem sobre a indústria naval são irrisórios se comparados aqueles praticados sobre a indústria de embarcações de lazer.
Mais competitiva
Desde outubro, indica Filipe Mello, há uma equipe no governo estadual levantando informações sobre os impactos econômicos e sociais que uma medida como esta teria em Santa Catarina, onde a indústria náutica quadruplicou o movimento econômico em três anos. "Essa decisão naturalmente não seria de competência do Estado, mas pretendemos defendê-la se favorecer a indústria local". Para o secretário, hoje, com os estaleiros europeus disputando mercados emergentes como o Brasil, SC não pode perder a oportunidade de tornar mais competitiva, nacional e internacionalmente, a sua indústria de embarcações.