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GESTÃO

Padrões de Excelência garantem sobrevivência das empresas

Pesquisa da Serasa Experian mostra que organizações que adotam um modelo de qualidade atingem melhores resultados financeiros.

Em estudo elaborado em parceria com a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), a Serasa Experian concluiu que o desempenho financeiro das empresas que adotam o Modelo de Excelência em Gestão® (MEG) é melhor frente à média de seus respectivos setores. Para o levantamento, foram analisados os demonstrativos financeiros de 182 empresas usuárias do MEG e os números gerais dos setores da indústria, do comércio e de serviços, ao longo de nove anos sucessivos, desde 2000.

Entre as indústrias, a curva de evolução do faturamento mostrava em junho deste ano uma evolução acumulada de 50% contra 47% das indústrias em geral. A retração de 7% no 1º semestre foi menor para as organizações usuárias do modelo quando comparada aos resultados consolidados da média do setor, que apresentou queda de 10% no mesmo período. O setor todo apresentou, em média, queda de 10% no mesmo período. O levantamento mostra ainda que a margem de lucro ajustado das indústrias usuárias do MEG foi, no primeiro semestre de 2009, 15,3% maior que nos últimos 12 meses - contra 8,6% do constatado no setor.

Quando se volta os olhos para o comércio, o panorama se repete. As organizações que, nesse setor, se orientaram pelo MEG apresentaram entre 2000 e 2008 uma evolução de 82,8% no faturamento, ante 51,2% do setor. No mesmo período, a margem de lucro ajustada das empresas de comércio que aplicam o modelo disseminado pela FNQ ficou em 3%, enquanto o setor atingiu 2,6%.

No setor de serviços, as empresas que aplicam o MEG apresentaram ganhos de 29,6% no faturamento entre 2000 e 2008, no passo que o setor em geral acumulou valorização de 24,3%. Em junho deste ano, as organizações que adotam o modelo da FNQ tiveram uma queda no faturamento (4,5%) ligeiramente maior que a constatada em todo o setor, que ficou em 4,1%, em relação a dezembro de 2008. Em contrapartida, a margem de lucro ajustada das organizações que usam o modelo da FNQ, no mesmo período, foi de 12,4%, contra 7,8% do setor. No entanto, as usuárias do MEG tiveram um endividamento maior (129,5%) em relação ao setor, que foi de 107,3%, em função do maior volume de investimento que elas estão realizando.

No setor de serviços, em junho deste ano as empresas que aplicam o MEG tiveram uma queda no faturamento (4,5%) ligeiramente maior que a constatada em todo o setor, que ficou em 4,1%, em relação a dezembro de 2008. Em contrapartida, a margem de lucro ajustada das organizações que usam o modelo da FNQ, no mesmo período, foi de 12,4%, contra 7,8% do setor.

"De modo geral, o estudo mostra que as empresas sediadas no Brasil que aplicam o modelo da FNQ conseguiram enfrentar melhor a crise", afirma Márcio Torres, gerente de Análise de Crédito da Serasa Experian e coordenador do Estudo FNQ/Serasa. "Para algumas empresas, a crise passou sem grandes traumas. O comércio, por exemplo, fez muito mais com muito menos. Quem tem uma boa gestão tem um desempenho econômico-financeiro muito melhor", completa.

A pesquisa completa está disponível por meio do link:

http://www.fnq.org.br/Portals/_FNQ/Documents/serasa.pdf

Fonte:HSM



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