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Contabilidade de Gestão ou Gestão Contábil?

Por Aldo Ferrari



Poucos empresários sabem da real necessidade de terem a contabilidade como ferramenta gerencial para a tomada de decisão, principalmente em uma economia de mercado cada vez mais competitiva e globalizada.

São empresários que olham para a contabilidade de maneira diferenciada e nela encontram as melhores respostas para as suas tomadas de decisão ou de um planejamento (caminho) a ser seguido. 

Não olham simplesmente para os relatórios contábeis como se fossem uma enorme quantidade vazia e sem sentido de valores ou dados, mas enxergam nesses relatórios, norteadores para suas empresas e negócios. É com base nesses relatórios, que esse novo empresariado toma as suas principais decisões e estratégias de ação, para o presente e futuro. 

Eles apostam em um novo conceito de contabilidade, a “Contabilidade de Gestão”, que se difere, em muito, da simples e medieval técnica contábil dos dias atuais e nos moldes tradicionais. As empresas carecem de um novo modelo de contabilidade, mais criativa e envolvida com a gestão dos negócios. 

Na “Contabilidade de Gestão”, ou em sua prática, não basta somente preencher guias de impostos, declarações acessórias ou mesmo lançar mecanicamente a movimentação financeira de determinada empresa. É necessário olhar a contabilidade de forma macro, como um todo, da mesma forma que o empresário olha o seu negócio. 

O contabilista deverá exercer a parte mais nobre da sua profissão: de contador a consultor. Abandonando a figura do contador ou controller que só executa as funções do passado para ser um novo tipo de profissional de contabilidade, com ampla habilidade e com mais tempo para aplicar a contabilidade como instrumento de gestão. 

É preciso entender a empresa em todos os seus aspectos – como ela compra, como ela produz e ao final, como ela comercializa seus produtos e serviços – ter presença e ciência de todas as etapas de produção/comercialização do negócio.

Deve-se mudar de uma postura passiva para uma postura proativa. Olhar para o negócio passo-a-passo, item a item nos seus mínimos detalhes e peculiaridades. Ter começo, meio e fim. Desde o planejamento, passando pelas operações cotidianas da empresa até chegar ao resultado final. 

Se a contabilidade é essencial para a vida e a expansão das empresas, a “Contabilidade de Gestão” é a sua evolução, e peça fundamental para aumentar a eficiência das empresas em seus negócios. 

Entre as empresas que nascem anualmente, cerca de 29% morrem logo no primeiro ano de vida. A maioria delas morrem por falta de planejamento prévio ou por gestão deficiente do negócio. Apenas 44% sobrevivem até o quinto ano de vida. (Fonte: Sebrae/SP) 

Tendo em vista as informações acima, torna-se necessário à inversão dos valores da tradicional contabilidade para uma “Contabilidade de Gestão”, com dados e informações gerenciais que servirão de instrumentos para ação e/ou tomada decisão. 

As Empresas de Contabilidade assumem um papel de grande importância neste novo contexto. O empresário contábil deixou de ser um mero contador coletor de dados para ser um gestor de empresas, ou seja, um orientador. Ele passa a ser responsável pelos dados gerados pela empresa, identificando-os, armazenando-os, acumulando-os e interpretando-os afim de transformá-los em informações úteis, confiáveis e compreensíveis ao empresariado, seus executivos, e à economia como um todo.


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