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Alívio no bolso da classe média
O ano de 2009 começou com boas notícias para os contribuintes. Com a criação de mais duas alíquotas para o Imposto de Renda em dezembro do ano passado, de 7,5% e de 22,5%, a mordida do Leão ficará um pouco mais leve em 2009. A medida, que beneficia principalmente quem ganha até R$ 2 mil, faz parte de um pacote de estímulo ao consumo lançado pelo governo federal e entrou em vigor no 1º dia do ano. A economia média com as novas regras vai ser de R$ 40 por mês ou R$ 480 ao ano, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Dependendo do caso, a quantia pode ser ainda maior. A gerente executiva Márcia dos Santos, por exemplo, conseguirá guardar pouco mais de R$ 1 mil até o final deste ano. Ela, que não sabia da rapidez da implementação da medida, ficou surpresa e comemorou quando foi
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informada pelo contador da boa nova.
Assim como Márcia, muita gente ainda não parou para fazer as contas do quanto essas mudanças podem se reverter em cifras no final do mês.
– Todos vão ganhar mesmo aqueles que continuam com a alíquota de 27,5%. Isso porque a dedução, nesses casos, aumentou. Passou de R$ 548,82 para R$ 662,94 – explica o presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRC/SC), Sérgio Faraco.
Faraco calcula que no caso de uma pessoa que recebe até R$ 2.150 por mês, o ganho chega a 50%. É nessa faixa salarial que estão os maiores beneficiados com as mudanças realizadas pelo governo.
Mudanças ainda são insuficientes
Na avaliação do presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRC/SC), a medida é, sem dúvida, atrativa para os contribuintes, porém, ainda não resolve o problema da alta carga tributária no país.
Para ele, o governo deveria isentar de IR quem ganha até R$ 3mil e usar outros mecanismos para equalizar a perda na arrecadação.
Quem também acredita que as mudanças são insuficientes é o diretor técnico do IBPT, João Eloi Olenike.
– Se houvesse mesmo a intenção de desoneração como auxílio efetivo no bolso dos contribuintes, o governo teria mais eficiência se corrigisse a defasagem da tabela progressiva, de 46% (atualização menor que a inflação), referente ao período de 1996 a 2008. Também poderia aumentar consideravelmente o limite de isenção de IR, para R$ 3 mil, por exemplo – afirma.
Fonte: Diário Catarinense
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