DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL
Treinamentos começam a retomar espaço perdido
Depois de cortar gastos em capacitação de pessoas para contornar a crise, empresas voltam a investir no setor
Reação comum aos momentos de crise, o aperto no caixa tradicionalmente atinge os departamentos de marketing. No entanto, uma outra área dentro das organizações também fica relegada a segundo plano: treinamento e desenvolvimento. "Em dias como hoje, as empresas acabam tendo que reajustar seus focos e preocupam-se apenas em sobreviver", diz Mario Cunha, diretor de negócios da Academia de Marketing. Para Cunha, que também é professor de pós-graduação na FGV, Faap e IBMEC, as empresas que não mantiverem aportes regulares em desenvolvimento de pessoas estarão minando sua capacidade competitiva.
Por isso, diz ele, mesmo poucos meses depois da eclosão da crise, é possível notar um reaquecimento do setor. "Já se começa a perceber que treinamento é sinônimo de investimento e não mais um custo. Capacitar pessoas é um diferencial." A Academia de Marketing, por exemplo, enfrentou uma redução de 15% nos seus negócios desde o último trimestre do ano passado. No entanto, revela Cunha, o mês de março serviu de parâmetro para mostrar que as empresas - especialmente as grandes - estão retomando com vigor os aportes em treinamento e desenvolvimento.
"Agora é possível notar que não é aquela catástrofe que se esperava, e as companhias querem emergir da crise com uma maior capacidade de inovar, entender e atender melhor", observa. Segundo Cunha, o setor de serviços foi o que menos deixou de investir em treinamento e capacitação durante a crise.
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